janeiro 18, 2022

Falta de componentes eletrônicos afeta produção

A escassez mundial de chipsets e outros componentes eletrônicos está impactando a produção de SIMcards e cartões bancários. Ao longo de 2021, os preços dos SIMcards subiram mais de 30% no Brasil e a pressão seguirá no ano que vem, informam fontes ouvidas por Mobile Time.

Vale lembrar que a implementação do 5G demanda a troca de SIMcards para permitir o acesso a algumas novas funcionalidades de segurança, mas, a princípio, o risco de faltar chips para a quinta geração é pequena porque a migração dos dispositivos não acontecerá tão rapidamente, em razão dos seus altos preços.

“A falta não é de SIMcards, mas de componentes eletrônicos. E o problema não vai se resolver em 2022. Pode ser até que piore no ano que vem”, descreve André Mattos, head de vendas de serviços móveis e IoT da Thales, em conversa com Mobile Time.

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“Há pressão de custo. Os preços aumentaram ao longo deste ano algumas vezes”, afirma Mattos. Isso foi sentido também na sua concorrente, a Idemia. “Todas as commodities tiveram aumento de preço. O transporte subiu mais de 900%. Os chips, mais de 50%. O papel, mais de 20%”, relata Diego Cecchinato, vice-presidente sênior da área de operadoras móveis da Idemia.

“A pandemia chamou a atenção para o aspecto logístico. Estávamos acostumados a transportar por avião, mas a quantidade de voos caiu enormemente e os preços dispararam”, lembra Cecchinato, contando que foi necessário trocar os aviões por navios, retardando as entregas. Por outro lado, as dificuldades levaram a empresa a aperfeiçoar seu planejamento produtivo e logístico.

As fontes apontam que, diante do excesso de demanda, a cadeia produtiva de microprocessadores acabou priorizando setores como o de saúde ou aqueles com produtos mais caros e sofisticados, como a indústria automotiva, cujos carros necessitam de milhares de componentes eletrônicos. Os fabricantes de SIMcards e cartões bancários ficaram no fim da fila.